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Segundo Habif (2005), a doença dura por toda vida do paciente e pode se manifestar em distintas regiões: couro cabeludo, palmas e plantas do corpo, dedos,áreas flexoras, pênis, unhas, além da artrite psoriásica. As suas lesões são emocional e fisicamente debilitantes e se manifestam de diferentes formas clínicas.
Para tratar a doença, existem muitos agentes tópicos e sistêmicos (cremes e pomadas), mas nenhuma dessas medicações é previsivelmente efetiva, pois o alívio é freqüentemente temporário e, para pacientes cuja psoríase cobre mais de 20% do corpo, existem programas de tratamento especiais, como o PUVA (exposição aos raios ultravioletas), laser e medicações orais.
A psoríase é, para maioria das pessoas, uma doença mais emocional e antiestética do que incapacitante, exceto nos caso de artropatia psoriásica. Para Habif (2005), a doença influencia a auto-imagem e pode induzir o paciente a uma vida de ocultação e embaraço, pois os pacientes tendem a evitar certas atividades, como banho de sol, o uso de roupas que apareçam alguma marca no corpo, tendo, muitas vezes, insegurança em se aproximar de outras pessoas.
Para Chiozza et al. (1997), os doentes psoríacos, mais que os outros doentes de pele, sentem-se desprezíveis, sujos, intocáveis. Eles temem ser isolados, rejeitados, como se as pessoas quisessem ficar distantes deles, e sofrem assim com a fantasia de serem abandonados. Os pacientes sentem essa exclusão como falta de reconhecimento, no sentido de aceitação de sua identidade, como uma rejeição que os coloca numa condição inferior; não raras vezes, sentem-se possuidores de uma “identidade repugnante”.
Segundo Mello Filho (2000), em trabalhos já realizados com pacientes psoriáticos, os sujeitos freqüentemente verbalizavam significativa preocupação coma auto-imagem e, em conseqüência da doença, apresentam uma baixa auto-estima,questionando, seguidamente, com será a sua vida depois de receber tal diagnóstico.Essa situação, além de comprometer a auto-estima, interfere nos estados de humor,provocando normalmente sintomas depressivos no portador.
A psicoterapia é então considerada um importante elemento de auxílio para os pacientes lidarem com as questões relacionadas à doença, bem como em estados depressivos e também em repercussões que a doença possa ter em suas vidas.
No entanto, a integração dos aspectos físicos e psicológicos, através do tratamento clínico dermatológico e psicoterapêutico, pode ter um forte impacto sobre o sistema corpo/mente, sendo possível inverter o processo patológico e até mesmo como meio de prevenção para o aparecimento excessivo da doença.
REFERÊNCIAS
CHIOZZA, L. A. et al. Os afetos ocultos em …psoríase, asma, transtornos respiratórios, varizes, diabetes, transtornos ósseos, cefaléias, acidentes cerebrovasculres. SãoPaulo: Casa do Psicólogo, 1997.
HABIF, Thomas P. Dermatologia clínica: guia colorido para diagnóstico e tratamento.
Tradução de Ane Rose Bolner. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2005.
MELLO FILHO, Júlio de. Psicossomática hoje. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1992.
_______. Concepção psicossomática: visão atual. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2002.
_______. Grupo e corpo: psicoterapia de grupo com pacientes somáticos. Porto Alegre:
Artes Médicas, 2000.
Autor(es):
Psic. Alessandra Rego Barros Stancati Rodrigues
Psicóloga Clínica e Hospitalar
Pós-graduada em Concepção Sistêmica na Unicenp - Centro Universitário Positivo – Curitiba-Pr.
Responsável pelo Serviço de Psicologia da UTI do Hospital das Nações - Curitiba- Pr.
E-mail: alebarros@mps.com.br
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