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Quanto menos tempo na barriga da mãe, maiores os riscos de seqüelas que podem durar a vida toda. Abaixo de 2,5 Kg, o bebê é considerado de baixo peso, com menos de 1,5Kg, passa para nível de muito baixo peso e abaixo de 1Kg, são casos de muitíssimo baixo peso, e tem maior risco de complicações neurológicas e motoras.
A causa da antecipação do nascimento está, em grande parte das vezes, associada às condições de saúde da mãe. Mulheres desnutridas, que façam uso de certos medicamentos, tenham problemas uterinos, diabetes, hipertensão, periodontite ou infecção urinária, por exemplo, têm mais chances de ter um bebê prematuro.
Quando este nascimento prematuro acontece, os bebês devem permanecer em uma UTI Neonatal, sob os cuidados de uma equipe multiprofissinal, 24 horas por dia, juntamente com todo um aparato tecnológico. Porém muitas UTIs tem mais do que tudo isto para oferecer, são benefícios para uma melhor evolução de seus bebês e maior preparo psicológico para suas mães e demais familiares diretos, como a musicoterapia e o método mãe-canguru.
Estudos sugerem que as canções podem ajudar os bebês a sentir menos dor e se alimentar melhor, os efeitos aparecem na freqüência cardíaca e saturação do oxigênio. É possível ainda, em alguns casos, reduzir o uso de drogas e outras medicações.
A música também é utilizada para estimular a amamentação, pois parte-se do princípio de que, para essas mães, ansiosas e tensas, amamentar, muitas vezes, pode ser uma tarefa difícil e o estímulo à produção de leite acontece apenas pela sucção do bebê, mas a descida dele está muito relacionada a fatores emocionais. Não importa o tipo de música, mas sim, que as mães possam aliviar a ansiedade, o medo e a tensão, sentimentos típicos de quem não pôde levar seu bebê para casa logo após o parto.
Quanto ao método mãe-canguru, o recém nascido junto ao corpo da mãe, é considerado melhor para a evolução dos prematuros, apesar da incubadora ter um papel muito importante no tratamento inicial destes bebês.
As mães de bebês prematuros se sentem inseguras, pois médicos e enfermeiros sabem mais sobre seu recém nascido do que elas mesmas, mas se a equipe multidisciplinar acolher esta mãe e favorecer sua presença na unidade, preocupar-se com o equilíbrio mental do bebê , com sua adaptação psicossocial e não só com sua saúde orgânica, o momento da alta da UTI e de sua vida junto aos seu familiares será muito mais rápida e tranquila.
Autor(es):
Luciane Bozza Bertoncello CRP 08/ 09468
Psicóloga Hospitalar e Clínica
Atua no Hospital VITA Batel e Hospital da Mulher e Maternidade Nossa Senhora de Fátima
Pós-Graduada em Psicologia Clínica Sistêmica pela UTP
E-mail: luciane.bozza@onda.com.br
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