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A Avaliação Psicológica no Ambiente Hospitalar
A avaliação psicológica no ambiente hospitalar é parte da atuação do psicólogo no atendimento a pacientes, familiares e equipe de saúde. Pode ser aplicada nas alas de internação, unidades de terapia intensiva, pronto socorro e emergência e ambulatório, com o objetivo de diagnóstico e pesquisa. Como estratégias de avaliação podem ser utilizadas entrevistas, avaliação neuropsicológica, inventários, indicadores diagnósticos e o exame de estado mental.
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A entrevista é utilizada para investigação da história clínica do paciente, sua história de vida, estrutura familiar, vida profissional, experiências anteriores com internações hospitalares e mecanismos de enfrentamento ao longo de sua vida.
A avaliação neuropsicológica utiliza métodos de psicologia experimental e clínica para avaliar perturbações cognitivas e comportamentais produzidas por lesões, doenças ou desenvolvimento anormal do cérebro. Seus principais objetivos são a identificação de defeitos cognitivos, o diagnóstico diferencial entre depressão incipiente e demência, a determinação do curso da doença, e identificação de efeitos neurotóxicos, de tratamento e de transtornos do desenvolvimento e deficiências de aprendizado. As baterias são estruturadas de acordo com as seguintes áreas: inteligência geral e demência; raciocínio, formação de conceitos e solução de problemas; memória e orientação; desempenho perceptual e percepto-motor; funções da linguagem; e atenção e concentração.
Entre os inventários podem ser citadas as Escalas de Beck, que avaliam a Ideação Suicida (BSI), a Desesperança (BHS), a Depressão (BDI) e a Ansiedade (BAI); e o ISSL – Inventario de Sintomas de Stress para adultos de Lipp. Por meio destes, a avaliação é realizada com testes de escala de sintomas e lista de afirmativas, onde o paciente expressa o que vem sentido ou pensando nas últimas semanas e último mês. É possível realizar classificações de acordo com os resultados apresentados.
Nos indicadores diagnósticos, as descrições de perfis psíquicos e comportamentais auxiliam na classificação ou definição do perfil do paciente. Como exemplo pode citar-se o comportamento tipo A e tipo B definido por Friedman e Rosenmann na década de 50, podem indicar maior probabilidade no desenvolvimento de problemas cardiovasculares.
Por fim, o Exame de Estado Mental, que compreende as funções psíquicas do paciente que são avaliadas durante a entrevista com paciente, pode auxiliar na elucidação dos sinais e sintomas mais importantes para a formulação diagnóstica daquele momento. Devem ser observadas alterações na aparência e comportamento do paciente, humor, perturbações da percepção, pensamento, linguagem, sensório-cognitivo, controle de impulsos e julgamento e insight. Pela possibilidade de alterações ao longo do dia, ou dos dias é importante registrar as informações mais pertinentes a cada avaliação, para observar mudanças e evoluções acerca do estado mental do paciente.
Autor(es):
Raphaella Ropelato
E-mail: raphaella.rs@uol.com.br
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