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Quinta-Feira, 09 de Setembro de 2010 - 2:31
 
 
 
 
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  Personalidade Tipo A em Mulheres
 
  Personalidade Tipo A em Mulheres
Com a participação ativa da mulher na força de trabalho atual, ela se tornou também vulnerável a alguns estados patológicos anteriormente exclusivos dos homens e acabou perdendo aspectos importantes de sua vantagem biológica. Com isso a mulher passou a ter também altos índices de mortalidade por problemas coronarianos.
 
 


Sabe-se que alguns tipos de ocupação favorecem a manifestação da Personalidade Tipo A. Uma das curiosidades das pesquisas sobre a Personalidade Tipo A em mulheres mostra que o risco de desenvolvimento da doença coronária em mulheres Tipo A é maior entre mulheres com funções executivas e, simultaneamente, com atribuições de trabalho doméstico do que naquelas com trabalho externo, mas, não envolvidas no trabalho doméstico.

Vários autores têm sugerido que tanto a mulher quanto o homem Tipo A apresentam aumento da atividade do Sistema Nervoso Autônomo do tipo simpaticotônico (com predomínio das atividades adrenérgicas), fato não encontrado nas pessoas tidas como Tipo B.

Fisiopatologicamente sabe-se, hoje em dia, da relação entre a maior descarga simpática e o desenvolvimento de aterosclerose. As alterações hemodinâmicas provocam aumento da tensão na superfície das artérias ocasionando lesão endotelial[1] e criando assim a formação de placas ateromatosas.

Esses estudos sugerem que a doença coronariana aterosclerótica, condição principal para o desenvolvimento de infarto do miocárdio, é de etiologia multifatorial, destacando-se entre esses fatores o tabagismo, a dieta gordurosa, a hipertensão arterial, o sedentarismo e, principalmente, a Personalidade Tipo A.



[1]  Endotelial é um tipo de célula achatada de espessura variável que recobre o interior dos vasos sanguíneos, especialmente os capilares sanguíneos, formando assim parte da sua parede.

 

 

Referencias:

1.     Rozanski, A, Blumenthal, JA, Kaplan, J. Impact of psychologic factors on the pathogenesis of cardiovascular disease and implications for therapy. Circulation 1999; 99:2192.

                     2.     Tofler, G. H. Psychosocial and other social factors in acute myocardial     

                             infarction. Bernard J Gersh, MB, ChB, DPhil, FRCP



Autor(es):  Raquel Pusch de Souza
Presidente Depto. Psicologia AMIB
Mestre em Organizaçoes e Desenvolvimento - FAE Business School

E-mail: pusch11@terra.com.br

 
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